13 de julho de 2026

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Prefeitura investe em projetos habitacionais para revitalizar o Centro Histórico de João Pessoa

A revitalização do Centro Histórico de João Pessoa, através de projetos habitacionais, é uma das metas da Prefeitura e atualmente três projetos estão em execução: dois no Ponto de Cem Réis, através da reforma e modernização de dois prédios e a construção do Residencial Rio Sanhauá, na Praça da Socic (antiga Proserve), no bairro do Varadouro, com 108 unidades. Os três projetos são resultado de uma parceria com o Governo Federal e somados os investimentos chegam a R$ 65 milhões.

A secretária de Habitação Social (Semhab), Socorro Gadelha, disse que os três projetos do Centro Histórico tem prioridade dentro do programa Habitacional na gestão do prefeito Leo Bezerra, que está levando moradia digna para uma região da cidade que há muitos anos enfrenta o problema da evasão e investir em moradia significa devolver vida ao centro da cidade.

Ela contou que no Ponto de Cem Réis são dois projetos Retrofit (reforma de prédios antigos), acompanhados pelo Instituto do Patrimônio Histórico. Um é o prédio do antigo Ipase (Residencial Antônio Júnior), que foi cedido pela Superintendência do Patrimônio da União e a reforma tem parceria com a União Nacional Por Moradia, junto com o Governo Federal, através do programa Minha Casa Minha Vida, com um investimento da ordem de R$ 21 milhões, para transformar um prédio abandonado em uma estrutura moderna com 50 moradias, área de convivência e mais uma área comercial no térreo.

O outro canteiro de obras do Ponto de Cem Réis é a restauração do Edifício das Nações Unidas, onde estão sendo investidos R$15 milhões com construção de 39 apartamentos, área de convivência e salas comerciais no térreo.

O terceiro projeto citado por Socorro Gadelha é o Residencial Rio Sanhauá, em construção na Praça da Socic (antiga Proserve), no Varadouro, com um investimento de R$ 29 milhões para abrigar famílias que moram na região do Porto do Capim. “A proposta do prefeito Leo Bezerra é levar moradia digna para o Centro Histórico e assim estancar a evasão populacional, devolvendo vida a uma região da cidade que estava ficando vazia e que vai voltar a vida com a construção de novas moradias e a recuperação de prédios tombados, que estavam abandonados e agora estão sendo transformados em moradia digna”, comentou.

Prêmio nacional – O Projeto de reforma do prédio do antigo Ipase (Residencial Antônio Júnior) já recebeu o prêmio nacional ‘Minha Casa Minha Vida’, concedido pelo Ministério das Cidades, por se tratar de um projeto pioneiro, através do programa Retrofit, e hoje é modelo para outros empreendimentos pelo Brasil.

O presidente do Movimento Nacional por Moradia na Paraíba, Alberto Freire, contou que o prédio estava abandonado desde a década de 80 e por isso foi ocupado em 2013 por famílias de sem teto e, depois de muita luta, eles encontraram apoio na proposta do Governo Federal de reformar prédios antigos, através do programa ‘Minha Casa Minha Vida Entidade’, o projeto foi premiado em nível nacional.

Ele contou que o projeto de reforma foi feito pelo arquiteto Yuri Duarte e depois apresentado a Prefeitura, através da Secretaria de Habitação, recebendo apoio da secretária Socorro Gadelha, que viu na proposta uma boa alternativa para ocupar o Centro com moradia. “Nós somos gratos à secretária Socorro Gadelha que conhece muito bem o setor habitacional e também ao prefeito Leo Bezerra, pois eles entenderam a proposta e viram que a revitalização do Centro Histórico só vai ser viável através da reforma de prédios antigos, transformando em moradia e áreas comerciais”, comentou.

Ipase– O prédio do antigo Ipase foi inaugurado em 1951. Com o projeto do arquiteto Benedicto de Barros. Na época o edifício foi considerado um marco do modernismo e da verticalização na Capital paraibana.

O engenheiro Ayrton Ramon, da Construtora JPC, responsável pela obra, disse que o trabalho é delicado por se tratar de um prédio antigo que vai ser modernizado e transformado em 50 apartamentos com dois quartos, mais área comercial no térreo e área de convivência na laje superior. Ele contou que a fachada vai ser preservada, pois a parte interna vai ser modernizada, com novas instalações elétricas e hidráulicas, ventilação, acessibilidade com elevadores, escadarias e rampas.

Nações Unidas – O Edifício das Nações Unidas foi inaugurado em 1957, durante a gestão do prefeito Osvaldo Pessoa, e foi modernizado no início da década de 70. Atualmente o edifício está sendo reformado e vai dar lugar a 39 apartamentos com um e dois quartos, mais uma área de convivência.

O responsável pelo canteiro de obras, Lucas Costa, da Construtora Engemat e Sanco Engenharia, contou que está sendo usado o que existe de mais moderno na construção civil, citando como exemplo a tecnologia Drywall nas divisórias e no isolamento acústico entre os apartamentos, além na modernização dos acessos, instalações elétricas e hidráulicas.

Rio Sanhauá – O Residencial Rio Sanhauá é um empreendimento com 108 apartamentos divididos em blocos, com toda a infraestrutura de apoio, como estacionamento e área de convivência. O empreendimento está sendo construído em um terreno que estava abandonado, onde ficava uma antiga concessionária de veículos, e vai abrigar famílias que hoje vivem em áreas de risco no Porto do Capim.