20 de fevereiro de 2026

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Verão no Rio: cidade teve 33 dias de Calor 2 e 3 desde o início da estação – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Mais da metade da estação foi marcada pela combinação de altas temperaturas e umidade do ar em níveis elevados. Arte: COR-Rio

O verão chegou nesta sexta-feira (20/2) ao 62º dia, com o retorno do município do Rio de Janeiro ao nível 1 do Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo (Calor 1) em função da passagem de uma frente fria pelo litoral do estado e a possibilidade de chuva fraca a moderada até segunda-feira (23/2). A mudança na previsão representa um alívio: mais da metade da estação mais quente do ano foi marcada, até aqui, por dias de estresse térmico – combinação de altas temperaturas e umidade do ar em níveis elevados.

Até esta quinta (19/2), de um total de 61 dias de verão na cidade, o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) contabilizou 33 dias com altos Índices de Calor (IC) – entre 36°C e 40°C. Com o retorno ao nível 1 de calor nesta sexta-feira, o município também encerrou uma sequência de oito dias de estresse térmico: sete em Calor 3 e um em Calor 2.

As temperaturas e umidade em altos níveis registrados no Rio desde o último dia 21 de dezembro repetem um padrão climático verificado no verão passado. Durante 89 dias, entre 21 de dezembro de 2024 e 20 de março de 2025, foram 46 dias marcados por estresse térmico, com a entrada da cidade em Calor 2, Calor 3 e Calor 4.

– Tivemos estresse térmico em mais da metade dos dias da estação e esse padrão é típico do verão na cidade do Rio de Janeiro. Temos altas temperaturas e umidade combinadas, gerando essa sensação maior de calor. Esses fatores também contribuem para a ocorrência de chuvas fortes, que são características da estação -, explica Raquel Franco, meteorologista-chefe do Sistema Alerta Rio, órgão de meteorologia da Prefeitura do Rio.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nesta época do ano, em função do calor intenso, há um aumento na procura por atendimento nas unidades de saúde. Mais de 13.500 pessoas deram entrada com sintomas relacionados ao calor, como insolação, desidratação, problemas respiratórios e variações na pressão arterial. Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Gislani Mateus, o monitoramento dos indicadores e a comunicação com a população são fundamentais nos cuidados contra o estresse térmico:

– O Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE) da Secretaria Municipal de Saúde monitora em tempo real os indicadores de saúde integrados ao clima, o que é fundamental para garantir a proteção dos cariocas durante o verão. O calor extremo exige um grande esforço do corpo para regular a temperatura, e logo vemos o reflexo disso nos atendimentos. Ao monitorarmos esses dados de perto, conseguimos direcionar o cuidado e emitir os alertas corretos, principalmente para proteger os grupos de risco e pacientes crônicos, que são os primeiros a sofrer os impactos severos do estresse térmico -, analisa Gislani.

CIDADE DO RIO NÃO TEM REGISTRO DE CALOR 4 HÁ UM ANO

Há exatamente um ano, em 20 de fevereiro de 2025, o município do Rio de Janeiro encerrava uma sequência de quatro dias no nível 4 do Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo. Era a primeira vez que a cidade chegava ao nível mais crítico de calor desde junho de 2024, quando a política pública de resiliência climática, pioneira no Brasil, foi implantada pela Prefeitura do Rio.

Desde então, a cidade não voltou a atingir os critérios de mudança para Calor 4. A condição climática é caracterizada por índices de calor muito altos (40°C a 44°C), com previsão de permanência ou aumento por, ao menos, três dias consecutivos. Neste nível, o COR-Rio orienta a população a adaptar suas rotinas com o objetivo de preservar os cidadãos dos impactos das ondas de calor.

Entre as ações adotadas durante os dias de Calor 4 estão a indicação de equipamentos públicos já existentes com ar-condicionado ou refrigeração para servirem como pontos de resfriamento; além da orientação de refrigeração ou sombreamento adequado. Também poderá ser ampliada a oferta de estações de hidratação ou distribuição de água em locais de acolhimento das populações mais vulneráveis.

No nível 4 de calor, há ainda a possibilidade de cancelamento ou reagendamento de eventos de médio e grande porte, megaeventos em áreas externas, caso estes não se ajustem. Neste nível também poderá haver a suspensão de atividades realizadas em áreas externas e a transferência para espaços sombreados ou internos.

Durante a vigência do Calor 4, a população encontra no aplicativo COR.Rio (com download gratuito para Android e iOS) e no site do Centro de Operações e Resiliência (cor.rio) os endereços dos pontos de resfriamento e de hidratação em toda a cidade.

Todas as ações são orientadas pelo Comitê de Desenvolvimento de Protocolos para Enfrentamento ao Calor Extremo e aprovadas pelo prefeito do Rio. As atualizações relativas aos níveis de calor são disponibilizadas aos cidadãos nas redes sociais da Secretaria Municipal de Saúde e do COR-Rio (@operacoesrio).

INICIATIVA DO RIO CONTRA O CALOR EXTREMO É RECONHECIDA INTERNACIONALMENTE

O Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo, lançado pela Prefeitura do Rio como resposta estratégica ao aumento das ondas de calor e seus impactos sobre a saúde pública, foi uma das iniciativas vencedoras do Local Leaders Awards 2025, prêmio da Bloomberg Philanthropies que reconhece políticas locais eficazes e inovadoras de enfrentamento às mudanças climáticas. A conquista foi anunciada durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, realizado em novembro de 2025, no Rio.

A cidade conquistou a premiação na categoria “Infraestrutura mais segura para um mundo em mudança”. A iniciativa é coordenada pelo Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), com as secretarias de Saúde (SMS) e Meio Ambiente e Clima (SMAC).

 

Categoria:

  • 20 de fevereiro de 2026
  • Marcações: calor calor extremo Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo temperatura