13 de fevereiro de 2026

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COP15 projeta Campo Grande como hub de turismo e sustentabilidade – CGNotícias

Campo Grande, reconhecida seis vezes com o título de Tree City of the World – Cidade Árvore do Mundo e consolidada como referência em políticas ambientais urbanas, sediará a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS). O evento será realizado de 23 a 29 de março de 2026 e deve reunir cerca de três mil representantes de mais de 130 países para debater a proteção da biodiversidade global e dos corredores migratórios.

A realização da COP15 posiciona a Capital no centro das discussões ambientais internacionais e reforça seu potencial como destino estratégico para o turismo sustentável e para a economia verde. Além da programação técnica, a cidade prepara uma agenda voltada à integração com a comunidade.

Ao destacar o caráter imersivo do evento, a prefeita Adriane Lopes, afirma que a Campo Grande se prepara para entregar não apenas um evento técnico, mas uma experiência imersiva na identidade local “A Vila Morena estará aberta ao público com exposições, oficinas, debates, apresentações artísticas e culturais, além de atividades que conectem a população local e o público internacional a temas como sustentabilidade e biodiversidade”.

A Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CMS) é um tratado das Nações Unidas voltado à proteção de animais terrestres, aquáticos e aviários que atravessam fronteiras em seus ciclos migratórios. A edição brasileira terá foco em soluções conjuntas para desafios como mudanças climáticas, poluição e impactos da infraestrutura, com ênfase na conservação de espécies e habitats críticos, além da ampliação e aprimoramento das medidas de proteção.

A escolha do Mato Grosso do Sul está diretamente ligada à importância do Pantanal para as espécies migratórias, especialmente aves. Maior área alagável do mundo, o bioma funciona como ponto estratégico de descanso e alimentação para diversas espécies em rotas de média e longa distância.

Do ponto de vista econômico, a expectativa é de forte impacto no setor de serviços. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), Ademar Silva Júnior, áreas como hotelaria, bares, restaurantes e transporte urbano devem registrar aumento significativo na demanda A equipe da Semades, em conjunto com outras secretarias, mantém diálogo com o setor hoteleiro e gastronômico para garantir estrutura adequada às delegações estrangeiras”.

A estrutura da conferência está praticamente definida. A Blue Zone, espaço oficial das delegações, será instalada no Bosque Expo. As demais atividades ocorrerão no Bioparque Pantanal e na Casa do Homem Pantaneiro, ambos localizados no Parque das Nações Indígenas, além do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, no Parque dos Poderes.

Ao avaliar os desdobramentos da conferência, o gerente de Integração e Parcerias da Semades, Paulo César Fialho, ressaltou o potencial estratégico do evento: “No âmbito do desenvolvimento econômico, a escolha de Campo Grande como sede da conferência é estratégica para consolidar o município como destino de grandes eventos internacionais. O turismo de eventos gera empregos, movimenta a economia local e a COP15, em especial, atrai o olhar de investidores internacionais interessados em economia verde e conservação”.

Primeiro evento da Organização das Nações Unidas (ONU) desse porte voltado à vida silvestre realizado na região, a COP15 projeta Campo Grande no cenário internacional e consolida o município como referência em sustentabilidade, turismo de eventos e desenvolvimento alinhado à preservação ambiental.